Uma saladinha de tomate (ou qualquer outro prato que o contenha), de duas a seis vezes por semana, reduz em 46% as chances de depressão, diz estudo publicado na revista Journal of Affective Disorders. Ingeri-lo todos os dias diminui a probabilidade em 52%.
A alimentação mediterrânica, rica em frutas, legumes, cereais integrais, peixe e oleaginosas, reconhecidas pelas suas vantagens na prevenção de doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro, testemunha agora o seu efeito sobre a função mental.
Num estudo recente, foram seguidos mais de 10000 adultos saudáveis. Após 4 anos de seguimento, a incidência global de depressão nos indivíduos que de forma mais rigorosa cumpriram a alimentação mediterrânica foi 30% menor que em indivíduos que mais frequentemente ignoram as regras alimentares. As taxas inferiores de depressão foram associadas com a entrada de elementos específicos desta dieta, tais como frutas, legumes e azeite.
As explicações possíveis para o efeito protector descrito incluem o facto de:
A alimentação mediterrânica melhora a função do revestimento interior dos vasos sanguíneos que está envolvido na produção de uma molécula, a BDNF, que é responsável pelo crescimento e função das células nervosas. Pensa-se que a “disfunção de BDNF” seja responsável por alguns casos de depressão.
O azeite melhora a quantidade de serotonina disponível no organismo. A serotonina desempenha um papel crucial no funcionamento do sistema nervoso humano. Controla a libertação de hormonas e regulação do ritmo biológico do corpo, além do sono e apetite. A maioria dos antidepressivos aumenta a disponibilidade desta molécula.
Os ómega-3, ácidos gordos encontrados em alguns peixes, contribuírem para o melhor funcionamento do sistema nervoso central.
Todos estes mecanismos podem levar a um melhor funcionamento do cérebro e a uma maior resistência para enfrentar as frustrações diárias e controlar o stresse.
É de salientar, no entanto, que a alimentação mediterrânica pode desempenhar um papel importante na prevenção da depressão, mas não no seu tratamento. Nestes casos deve procurar-se o tratamento médico adequado.
Sobre mim
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