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A Nitricionista

08
Abr14

Vale tudo para se ser magra?

Ana Ni Ribeiro

 

A necessidade de afirmação através da magreza é cada vez mais comum nas mulheres de todas as classes sociais e com qualquer nível de escolaridade.

Há muito que investigadores se debruçam sobre o controlo do corpo feminino como forma de afirmação social. O investigador Simon Goldhill afirma no livro "Amor, Sexo e Tragédia - Como o Mundo Antigo Influencia Nossas Vidas" que a Grécia Antiga via uma mulher como "sensual, bela, saudável", mas o seu corpo estava subjugado à regulamentação dos homens, que, por mais que admirassem as curvas femininas, valorizavam a musculatura masculina, exposta em estátuas nuas. A idade contemporânea aparentemente modifica tais valores, já que desde a 2ª Guerra, segundo Goldhill, cada vez mais o corpo feminino é mostrado "num striptease contínuo perante um público voyeur".

As feministas americanas que se insurgiram contra a exposição de mulheres nuas na década de 60 preocuparam-se, 30 anos depois, em denunciar as mudanças que aquelas formas estavam sofrendo. Em "O Mito da Beleza", a americana Naomi Wolf responsabilizava a indústria da beleza, que movimenta milhões em cosméticos e cirurgias plásticas, por aprisionar as mulheres em parâmetros estéticos impossíveis de ser cumpridos. Ao mesmo tempo, advertia para o crescimento de casos de bulimia e anorexia entre as universitárias nos Estados Unidos, que, mesmo magras, diziam querer perder de 3 a 25 quilos.

Uma mulher, disse, referindo-se à ingestão contínua de anfetaminas e medicamentos para queimar calorias: "Sei que vou morrer mais cedo, mas tudo bem. Até lá eu vivo magra."

Chegamos a uma altura em que vale tudo para estar de acordo com os padrões? O que pensa sobre este assunto?

31
Jan13

Nutrição e curvas

Ana Ni Ribeiro


Um dos primeiros passos para conseguir manter uma dieta saudável é perceber que as mudanças não acontecem de um dia para o outro, e saber qual o caminho que queremos seguir.

A negação das curvas corresponde a um marcar de presença social das mulheres. Aceitar as curvas é aceitar as "fraquezas" alimentares e perceber que não é preciso passar fome para manter as formas, basta que se tenha uma dieta equilibrada.
Devemos privilegiar a variedade, ou seja, alimentos de todos os grupos, bem como preferir frutas, hortícolas e hidratos de carbono complexos, em detrimento dos doces, fritos e alimentos ricos em gordura. Várias refeições por dia, são necessárias para que não sinta uma fome incontrolável.
É fundamental iniciar os hábitos alimentares saudáveis na infância, esquecendo desde cedo os padrões de dieta exagerados, tanto para um extremo como para o outro. Ao contrário do que se possa pensar, a quantidade de células gordas que ganhamos- ou não- na adolescência é determinante para a vida adulta.
É necessário manter a motivação, e conviver bem com o corpo. E não esquecer o exercício.
02
Jun09

As curvas regressaram

Ana Ni Ribeiro
Os paradigmas da beleza renovam-se ao sabor das épocas e das culturas, e parece que a moda está a entrar num período de transição. A exaltação da magreza está a esgotar-se para dar lugar ao elogio da saúde. Celebrar as curvas é reconhecer a identidade feminina, ou não fossem essas as linhas que distinguem as mulheres dos homens. Apesar disso, esculpir o corpo sem perder as tão apreciadas formas não é fácil. Durante a adolescência, e ao longo das diferentes fases da vida, é necessário ter cuidados alimentares e praticar exercício físico. O segredo para ter "tudo no sítio" está no equilíbrio.

Sobre mim


Sou a Ni, sou nutricionista e este é o meu blog. Aqui partilho a minha paixão pelo fabuloso mundo da nutrição. Dizem que este é o melhor blog sobre nutrição do mundo e arredores!

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